Começou num regozijo e um ardor irrefragável...
O peito inflamava toda vez que se encontravam...
Súbito, esse amor aumentava desproporcionalmente...
Que acabará de uma forma descontente, de repente...
Injúrias, calúnias, banzés, difamações....
Felicidade extrema, vira infortúnio...
O que era afabilidade, tornou-se repúdio...
A escuridão, sombria, nuviosa, triste, passou a tomar conta de ti...
Insurrecionas, incredulidades, completavam o vocábulo de sua vida...
Os dias passavam, a amargura alargava...
Exorava a morte....
Até que um dia...
Vida que segue, a dor desaparece...
O sol que havia sumido, nasce novamente
Novos olhares da vida reaparecem...
Flores, cantigas, literatura, café expresso, belezas da vida...
Mas o amor....
Démodê, não crê mais nisso....
Isso é o amor...
Porque nessa vida o que importa é mesmo a alegria.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Escrever
De todas as formas de expressão, a melhor é a escrita.
Ela irradia, transborda-nos de alegria
Nela, vomitamos os nossos maiores alarmes, anseios, receios, sentimentos, dores, frustrações, compaixões, histórias, fatos, pensamentos, teorias
.
..para si e para os outros
Escrever...
Atividade convencional e codificada
Fruto de uma aquisição a partir de certo grau de alargamento intelectual...
Incremento mensurável de fatores maturativos, laborais
Melhor forma de nos afastar
Da ociosidade da vida
E aproximar-nos da presença de Deus
Ela irradia, transborda-nos de alegria
Nela, vomitamos os nossos maiores alarmes, anseios, receios, sentimentos, dores, frustrações, compaixões, histórias, fatos, pensamentos, teorias
.
..para si e para os outros
Escrever...
Atividade convencional e codificada
Fruto de uma aquisição a partir de certo grau de alargamento intelectual...
Incremento mensurável de fatores maturativos, laborais
Melhor forma de nos afastar
Da ociosidade da vida
E aproximar-nos da presença de Deus
Receitinha do dia
Parafraseando o Mestre.
Frigideira boa. Pouco óleo. Fogo baixo. Paciência.
Muita, muita paciência.
Frigideira boa. Pouco óleo. Fogo baixo. Paciência.
Muita, muita paciência.
Quero me casar
Quero me casar
Na noite na rua
No mar ou no céu
Quero me casar.
Procuro uma noiva
Loura morena
Preta ou azul
Uma noiva verde
Uma noiva no ar
Como um passarinho.
Depressa, que o amor
Não pode esperar!
-Carlos Drummond de Andrade
Na noite na rua
No mar ou no céu
Quero me casar.
Procuro uma noiva
Loura morena
Preta ou azul
Uma noiva verde
Uma noiva no ar
Como um passarinho.
Depressa, que o amor
Não pode esperar!
-Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
O individualismo do mundo moderno
É engraçado como no mundo de hoje, denominado de “mundo moderno”, vivemos num verdadeiro paradoxo. Em plena globalização, cuja idéia inicial seria um mundo sem fronteiras econômicas, no pressuposto de que uma integração espontânea, voltada para o estímulo aos aspectos complementares de diferentes economias e países, seria o mais eficaz processo de construção do equilíbrio planetária, ou seja, a união dos povos, o individualismo humano paira cada vez mais.Um dos maiores propulsores desta idéia de globalização, que contribui, e muito para a união desses povos é, sem dúvida, a Internet. Estamos interligados 24 horas por dia. A cada minuto que passa, a rede mundial de computadores nos proporciona uma viagem pelo mundo sem sair do lugar. Dentro dela conhecemos novas culturas, fazemos novas amizades com pessoas que moram há milhares de distância, trabalhamos, aperfeiçoamos nos assuntos ligados a nossa área de interesse e giramos milhões de negócios por dia.
O contraponto disto tudo é que, ao invés de comunicarmos melhor, estamos virando verdadeiros ratos de laboratório, reféns da competitividade e de nossos próprios medos. Afim de nos libertarem de nossas angústias, fechamos em nossos quartos com o único intuito. Isolarmos do mundo em frente ao computador, televisão etc.
O número de pessoas viciadas em Internet já supera o numero de pessoas viciadas em heroína. Segundo o médico austríaco Hubert Poppe, um dos principais especialistas em vícios do mundo, cerca de 3% dos internautas desenvolvem algum tipo de dependência, porém não estão relacionadas a um produto químico. Segundos especialistas, os internautas dependentes da Internet, rompem freqüentemente relações amorosas, pois os mesmos preferem ficar conectados e deixam a vida social de lado.
E é aí que está o verdadeiro paradoxo. Advêm do fato do mundo estar teoricamente unificado, e ao mesmo tempo as pessoas estarem tão separadas entre si como nunca na história da humanidade.
As conversas em rodas de praça, botecos, corredores de aula, estão cada vez mais escassa. Nossos melhores amigos são os Laptops, os Ipods, DVDs, celulares, enfim, as novidades do mundo tecnológico.
E isso acontece, principalmente, cada vez que nos desenvolvemos profissionalmente. Nos distanciamos dos outros cada vez mais; mudamos de um apartamento para um condomínio fechado, sem contato com os nossos vizinhos. Ouvimos ou assistimos somente músicas ou filmes do nosso gosto, de forma separada dos outros, geralmente através de “headphones” que acabam nos desconectando do mundo. Até mesmo nossos celulares, que deveriam nos conectar com os outros, nos permitem “filtrar” nossas relações, separando-nos dos corpos que estão ao nosso redor, de forma a nos fazer ouvir vozes de pessoas, que no final, raramente encontramos.
Hoje é comum vermos filhos que só falam com os pais por telefone, visitas via celular a entes queridos, com um final geralmente dizendo “eu te amo”.É comum também, num primeiro encontro, sempre perguntar ao outro: você trabalha em que área?
Estamos perdendo os bons hábitos. Não ajudamos o próximo, não conversamos com Deus, não dizemos palavras e frases gentis como um simples “por favor” ou um “muito obrigado”. Ao contrário. Dizemos palavras rudes ou que machuquem, pois isso não exibe o fruto da bondade ou gentileza.
Viramos verdadeiros reféns do capitalismo. Precisamos pensar uns nos outros, em vez de pensar só em nós mesmos – apesar de que o mundo de hoje nos proporciona essa competitividade -, e precisamos tentar amar nosso próximo com nossas atitudes. Praticar cortesia é algo simples, mas tem muito impacto.
Imagem: Divulgação
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Isso é jornalismo?
O jornalismo vive uma grande crise. Embrionária. Crise semelhante ao qual vimos na classe política. A da Ética e da Moral. Nossos formadores de opinião, conglomerados nos grandes meios de comunicação parecem estar perdendo para o marketing, a publicidade. Viramos um simples refém do capitalismo. As empresas jornalísticas, falidas em sua maioria, viram alvos fáceis das grandes multinacionais, afim de se promoverem.O leitor deve estar se perguntando onde quero chegar. Vou explicar. A nova moda agora são as “matérias pagas”. Isso já funciona a tempo nos pequenos jornais. Muita gente no meio jornalístico sabe que existe. O desembolso, por parte de órgãos governamentais e políticos, para que jornais e revistas publiquem essas reportagens de interesse específico.
Essa pratica é condenada por todos os jornalistas éticos e pela Associação Nacional dos Jornais. No entanto, ela não é ilegal: a "reportagem" encomendada recebe o mesmo tratamento na Lei que os demais anúncios.
O que me deixa estupefato – daí o motivo deste artigo – é que as grandes empresas, tradicionais em nosso país em se engajarem como defensora dos ideais da sociedade, parece estar adotando tal postura.
O jornal Estado de São Paulo, em sua edição no último domingo de julho (27), teve como capa promocional entregue aos publicitários encarregados de vender os carros Nissan. Tal ato aconteceu também no jornal O Globo, na edição do dia 04 de agosto. Na ocasião, a Eletrobrás (anunciante), aproveitou-se, de forma bem simples, com aparência inocente, cívica, politicamente correta, para auto se promover. Utilizou-se de um assunto que vem sendo discutido constantemente pela sociedade e a mídia. O meio-ambiente.
Dedicaram três páginas inteiras (5, 11 e 19) montadas com matérias já publicadas recentemente no jornal carioca, com todas as características de reportagem apurada. Inclusive com os selos utilizados habitualmente pelo jornal ("Política Ambiental", "Defesa do Consumidor" e "Impunidade é Verde"). O carimbo "Publicidade" não está no alto, destacado, mas confunde-se com outros dizeres.
Todos os indícios de matéria jornalística estavam presentes. Até o nome de repórteres, além de imagens desenhadas de copas de árvores. Uma das matérias revela que a Eletrobrás está plantando 600 mil mudas de árvores no entorno das suas usinas. Quanta bondade.
Daí fica a pergunta. Quanto será custou essa palhaçada? A matéria da montadora Nissan, publicada no Estadão, foi paga por uma empresa privada que resolveu torrar os seus lucros no Brasil. Parabéns a ela. E ao Estadão, que lucrou com isso.
Já a grande reportagem publicada no Globo foi pago por uma estatal. E deve ter custado 10 vezes mais do que as 600 mil mudas plantadas no entorno das usinas.
O que vimos nas redações dos grandes jornais brasileiros hoje é um grande número de marqueteiros e publicitários com a dupla missão de fazer do jornalismo, publicidade e da publicidade, jornalismo. E os interesses da sociedade? Nenhum.
Estamos em tempo de crise. A discussão sobre o jornalismo precisa ser levada em conta. Qual é a sua real função? Acredito que seja oportuno o debate sobre a possibilidade da existência do jornalismo público, ainda que num ambiente dominado pelas leis de mercado. Do contrário, a sociedade continuará à mercê do jornalismo tradicional, enfraquecido pelos imperativos imediatistas do faturamento, ou de algum neologismo que afaste a imprensa da formulação de interpretações do mundo que tenham compromisso com a emancipação dos seres humanos. Assim, continuaremos a presenciar a corrupção da cidadania.
Imagem: divulgação
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